quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"O Retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde

Primeiro post aqui no blog e resolvi começar falando de um dos meus livros favoritas da vida: O Retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray, no original), do escritor Oscar Wilde. Um clássico, reli ele recentemente, e me lembro como as ideias e os fatos narrados no livro chamaram minha atenção. Publicado inicialmente em 1890, e depois ganhando uma versão revisada pelo próprio Wilde no ano seguinte, a obra-prima do escritor gerou rebuliços e polêmicas na época.


A história nos apresenta o personagem Dorian Gray, um adorável jovem muito bem educado, representado fisicamente com uma incrível beleza. Basil Hallward, um pintor da época, amigo de Dorian e fascinado por sua beleza, resolve retratá-lo em um quadro, sua obra-prima. Então que nos é apresentado Lord Henry, um aristocrata cínico e decadente dandy, admirado com a pintura, quer conhecer Dorian a todo custo.

Basil, desconfiado da conduta de Lord Henry, quer evitar que os dois se conheçam, entretanto, Dorian havia chegado naquele exato momento a casa de seu amigo pintor para posar e continuar a obra do quadro, deixando Basil sem opções a não ser apresentá-los.

É então que percebemos o contraposto dos dois personagens amigos de Dorian. De um lado Basil, educado, gentil, correto, que gosta de seguir a ordem; e do outro Lord Henry, uma pessoa caótica, que não mede as consequências de suas palavras e é muito entregue aos prazeres da vida.

Desde o primeiro encontro entre os dois, Lord Henry começa a colocar sua influência em Dorian, afirmando que as pessoas só gostam dele por sua beleza, inclusive seu amigo Basil. Dorian, amedrontado com o que lhes foi dito, acaba impetuosamente falando que preferia que seu envelhecimento e tudo que prejudicasse sua imagem recaísse sobre a pintura e não em si. Ele daria sua alma por isso. E é justamente isso acontece.

Dorian começa a influenciar-se justamente por Lord Henry, começando uma revolução de ideias em sua cabeça, e o livro nos conta uma mudança brusca em sua vida e hábitos. E todas as consequências acabam refletindo, de uma maneira assustadora, nas transformações do quadro e na alma do Dorian.

A escrita do Oscar Wilde é muito requintada, e aliado a todas as discussões de imoralidade, arte e filosofia, acabam fazendo com que o livro se torne fenomenal. Existe também uma grande discussão sobre a homossexualidade, que fica bem explícita na obra. O final do livro é espetacular, e recomendo a todos a leitura!

O autor


Oscar Wilde foi um brilhante escritor, poeta e dramaturgo britânico de origem irlandesa. Obteve um grande sucesso na época com suas peças. Era também uma figura controversa, e de atitudes excêntricas, o que irritou ainda mais seus detratores. Wilde era casado, ele até amava a esposa dele, tinha duas filhas, mas acabou tendo alguns relacionamentos com homens. Apaixonou-se por um jovem apelidado de "Bosie". Talvez este relacionamento tenha feito a decadência do escritor, visto que foi o pai de Bosie quem o colocou na cadeia. O escritor foi preso por sodomia, fato que consumiu sua saúde e reputação, vindo a falecer alguns anos depois.

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