quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Através do espelho e o que Alice encontrou por lá", de Lewis Carroll

Aqui farei uma continuação do post sobre o livro Aventuras de Alice no País das Maravilhas, onde comentei sobre a história e como ficou a edição lançada pela Editora Zahar. Também fiz um post sobre a adaptação em filme feita pela Disney em 1951, para ler clique aqui.

A continuação da aventura da menina Alice através do espelho não ficou tão popular quanto seu primeiro livro, e mesmo a história não sendo tão carismática quanto a do País das Maravilhas, ainda considero uma obra importante e que deve ser lida. Esta segunda obra tem um tom mais sonhador que a anterior. Enquanto a primeira em algum momento faz referências a cartas de baralho, como a Rainha, o Rei, e o Valete de Copas, aqui temos uma aventura baseada no xadrez, com diversos personagens baseados em suas peças.

O simbolismo maravilhoso usado por Lewis Carroll ainda está lá, os diálogos nonsenses também. Como é um mundo espelhado, todas as regras conhecidas não se encaixam exatamente lá, sendo um universo muito mais contraditório. Sendo assim, os personagens tem muita mais a discordar dos pensamentos de Alice. Destaco principalmente a conversa com o personagem Humpty Dumpty, em que uso da semântica e pragmática fica nítido, e é minha cena favorita do livro.

Uma obra que desperta o interesse tanto quanto sua anterior, que merece muito ser apreciada.

Sobre o ilustrador

John Tenniel nasceu em Londres em 1820. Cego de um olho com uma memória fotográfica prodigiosa, desenhava sem modelos. Entre 1850 e 1901 colaborou com a revista Punch, para a qual produziu mais de 2000 ilustrações e caricaturas. Ilustrou diversos livros também, mas seu trabalho mais importante foi nas histórias de Alice. O ilustrador faleceu em 1914.

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