sábado, 13 de fevereiro de 2016

"O Restaurante no Fim do Universo", Douglas Adams

O segundo livro da saga não tem um charme tão grande quanto o primeiro, mas ainda assim possui ideias interessantes e a narrativa flui bem. Com um foco maior em Zaphod Beeblobrox, a trama se desenrola em uma incríveis viagens no tempo, onde o time se verá dividido em diversos momentos.

O RESTAURANTE NO FIM DO UNIVERSO
Douglas Adams
173 páginas
Editora Arqueiro

O grande problema deste livro, ao meu ver, foi focar em Zaphod. De todos os protagonistas, ele é que o menos gosto. Neste livro ficaremos sabemos um pouco mais sobre ele (e seu ego enorme), ao mesmo tempo em que estará em uma missão para tentar encontrar quem é o cara que Rege o Universo. Tenho que admitir que fiquei decepcionado ao ver que Marvin, o personagem que mais gosto, está meio apagado na história, apesar de que todos seus momentos são bons! O personagem que mais me irritou mesmo é Arthur Dent, que parece mais burro do que nunca, ele está mais perdido na vida alienígena que no primeiro livro. Trillian continua um apêndice para outros personagens, e Ford vai ter destaque só no final.

Mas falando sobre as partes legais, a cena realmente referente ao Restaurante no Fim do Universo está genial. Quando estive lendo tive a sensação de que queria ter a capacidade de viajar no tempo apenas para visitar o lugar! O fim do livro, apresentando uma nova teoria para o surgimento da humanidade, é delirante mas muito divertida. Douglas Adams também não perde tempo de fazer suas típicas críticas a diversos costumes, e até mesmo religião. É para fazer refletir, rir e comprovar que as boas ideias ainda estão ali.

Sobre o autor

Douglas Noël Adams (Cambridge, 11 de março de 1952 — Santa Bárbara, 11 de maio de 2001) foi um escritor e comediante britânico, famoso por ter escrito esquetes para a série televisiva Monty Python's Flying Circus, junto com os integrantes desse grupo de humor nonsense, e pela série de rádio, jogos e livros O Guia do Mochileiro das Galáxias. Os fãs e amigos de Adams o descreveram também como um ativista ambiental, um assumido ateísta radical e amante dos automóveis possantes, câmeras, computadores Macintosh e outros 'apetrechos tecnológicos'.

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