segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

"Praticamente Inofensiva", de Douglas Adams

Muito da polêmica sobre este quinto livro vem do fato dele ter sido escrito  13 anos depois da primeira aventura de Arthur Dent. Douglas Adams começou a saga em 1970 e somente em 1992 retomou a história. De pontos positivos, gostei mais dessa leitura do que quando li na adolescência, aqui temos uma trama mais focado em Trillian e, finalmente, o fim da saga, ou não, já que muitos consideram o livro como uma história paralela sem ligação com os anteriores.

PRATICAMENTE INOFENSIVA
Douglas Adams
191 páginas
Editora Arqueiro

O grande diferencial deste é a abordagem das multi-dimensões existentes. O livro começa mostrando uma Tricia de um mundo paralelo que nunca aceitou partir para o espaço com Zaphod Beeblebrox, ou seja, ela nunca se tornou Trillian. Logo em seguida, voltamos para a dimensão conhecida dos livros anteriores, mostrando que desta vez Arthur encontrou finalmente um planeta que possa chamar de lar, onde vive numa civilização primitiva sendo um Fazedor de Sanduíches (e isso é o máximo!), já Ford Prefect está investigando o que está acontecendo com a editora do Guia, que foi comprada pela InfiniDim empresas, já Trillian largou Zaphod e agora tornou-se uma famosa jornalista interplanetária com o estranho desejo de ser mãe.

Difícil falar deste livro sem entregar spoilers, e é difícil comentar sobre para quem não leu, ou seja, irei comentar algumas coisas, mas que farão sentido mesmo para quem já sabe sobre os eventos da saga. Bem, os momentos que particularmente mais gosto são os da Tricia no começo do livro, do Ford Prefect com o robozinho alegre que se sente satisfeito com tudo, e de Arthur perdido no planeta Lamuella tendo como seu único objetivo de vida fazer sanduíches. Muitos estranharam o sumiço que o autor deu para os personagens Zaphod Beeblebrox e a namoradinha do Arthur do livro anterior, Fenchurch (também conhecida como Fenny), mas eu particularmente gostei da retirada desses personagens, já que nunca me agradaram.

Sobre o final, achei confuso, procurarei algumas teorias na Internet, mas não sei se estão corretas. A única coisa que posso dizer é que a trama seguiu para um final pessimista, desanimador, e até desagradável, pois acabou muito caótico. Segundo li na web, Douglas Adams não ficou muito feliz com o final pessimista desta quinta aventura, e falou que o culpado foi ele mesmo, afirmando que passava por uma fase que estava deprimido. Conforme dizem, Adams queria continuar a história em um sexto livro, que nunca ocorreu, visto que morreu em 2001, aos 49 anos.

Inconformados ou não com o final, devemos admitir que este acabou por ser o "final oficial". Foram lançados outros livros envoltos na saga, escritos por outros autores, e que, sinceramente, não tenho a menor vontade de ler. Para quem não sabe, o mês de fevereiro foi especial, decididamente o Mês da Ficção Científica, e foi dedicado completamente a esta sega maravilhosa, que mesmo tendo uma controvérsia ou outra, merece muito ser lida!

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