domingo, 27 de março de 2016

"Anti-Justine", de Restif de La Bretonne

É a minha segunda leitura do meu próprio desafio de 10 livros que lerei neste ano de 2016. Confesso que terminei de ler o livro e já não lembro de muita coisa, devia ter escrito resenha logo quando terminei de ler. Para falar a verdade, acho que não tem muita coisa para falar sobre esta obra francesa.

ANTI-JUSTINE
Restif de La Bretonne
232 páginas
Editora L&PM

Escrito em 1798, e publicado clandestinamente em 1863, é de certa forma uma resposta aos textos de Marquês de Sade, que para quem não lembra, escrevia histórias cheias de sadomasoquismo. Um dos personagens mais famosos de Sade é Justine, uma moça que sofria todo tipo de agressão por homens que sentiam prazer na violência. Já nesta obra Resif de La Bretonne faz o contrário, as mulheres é que sentem muito prazer, e sem sofrer violência. Confesso que nunca li Sade, então não vou poder fazer uma comparação, falarei somente sobre Anti-Justine.

O tema central do livro é incesto, onde um homem relata suas histórias de sexo que teve com diversas mulheres, em diversas épocas de sua vida, inclusive na infância. Ele perdeu a virgindade, por exemplo, com a própria mãe! Ao longo do livro terá um relacionando com a filha, e ela será uma das principais personagens ao longo das orgiais sexuais. O livro não é erótico, e sim pornográfico mesmo, parecendo com um roteiro de filme pornô bem tosco.

Para se ter ideia de como é tosco, os personagens possuem apelidos totalmente bizarros, como por exemplo: Traçodeamor, Fodeamorte, Pelosedoso, Bridaconinha, Chupa-a-vara, Sobenacona, e mais uma lisa infinita de nomes ridículos. As situações em que acontece sexo são totalmente sem noção, mas isso é normal em livros pornográficos. O livro na verdade nem tem história, é só cenas de sexo, o pior é que não são cenas com preliminares ou descrições dos atos sexuais, ele vai tão diretamente ao ponto, que quando você nota a cena de sexo já acabou.

A obra no começo até é divertida, mas quando chega na metade começa a ficar repetitiva e chata. Na época o lançamento deve ter sido polêmico, e é dito que muitos casais liam para esquentar a relação. O ponto mais alto da polêmica são as relações de incesto, ou as blasfêmias que alguns personagens falam, que podem ser impactantes para alguns leitores até nos dias de hoje. Difícil dizer se recomendo ou não o livro, acho que ficará ao critério de vocês.

Sobre o autor

Restif de La Bretonne nasceu no interior da França em 1734 e morreu em 1806 em Paris. Tipógrafo na juventude e mais tarde novelista extremamente prolífero, nenhum dos aspectos da vida e da sociedade francesa do século XVIII lhe escapou. Um reformista social cheio de intenções moralistas, Restif foi igualmente o autor de uma obra erótica que lhe valeu o título de “Rousseau de sarjeta”. Detalhe que ele era um frustrado, impotente, e escreveu Anti-Justine já velho, na cadeia.

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