sábado, 23 de setembro de 2017

Filme "Gaga: Five Foot Two"

Até faria uma mini biografia sobre a cantora antes de começar o post, mas acho que todo mundo já tem noção de como é a carreira da diva pop, não é mesmo? A artista que começou com a música Just Dance em 2008, explodiu em sucesso e se tornou um ícone dentro da cultura pop. Apesar dos altos e baixos, Lady Gaga se apresentou no Super Bowl desse ano, fazendo o HalfTime Show da partida. Pensando nisso, Netflix preparou um documentário mostrando a gravação de seu novo álbum, até o momento de sua apresentação no Super Bowl.


É a primeira vez que falo realmente sobre música aqui no blog, e quando pensamos em Lady Gaga, pensamos automaticamente em excentricidades. Porém o filme quebra essa imagem no sentido que, a nova postura da carreira da artista é ser clean, despida de exageros. Já era algo que ela vinha mudando aos poucos, desde seu álbum de jazz com Tony Bennett, e algo que ganhou força com Joanne. A artista fala sobre sua tia falecida muito jovem, que sofria de lúpus, e que inspirou todo o conceito de seu recente álbum.

"Ela tinha algumas lesões, algo crescendo nas mãos. Os médicos em 1970 não conheciam lúpus. Não sabiam como tratar. Não é curável, nem mesmo agora. Então eles sugeriram que amputassem as mãos dela. Ver como isso afetou meu pai e minha família foi o mais difícil que vivenciei enquanto crescia"


Mesmo em seus momentos mais emocionais, Gaga ainda está afiada nas declarações. Quando vai rever a vó e encontra algumas fotos antigas suas de 15 anos, ela lembra sobre o espaço entre os dentes que arrumou com aparelhos. "Se tivesse ainda dentes assim, teria mais atritos com Madonna". Além dos comentários sobre algumas celebridades, é mostrado um pouco dos bastidores de produção do álbum, com ela usando um boné de Pokémon e dançando (além de uma rápida participação da cantora Florence). Na pausa do trabalho, ela faz críticas sobre o machismo na indústria da música, sabemos muito bem isso pelo recente caso da Kesha.

"Quando produtores, diferente do Mark (produtor de Joanne), começam a agir tipo, ‘você não seria nada sem mim’. Para mulheres, especificamente. Esses homens têm tanto poder, eles podem ter as mulheres de um jeito que nenhum outro homem pode"

São mostrados algumas ocasiões aleatórias do cotidiano da artista. Vemos cenas de GaGa interagindo com sua família em um batismo, com um sentimento de união tipico de famílias de descendentes de italianos. Em outro momento, vemos ela reagindo a ligação de uma amiga próxima que está com câncer, que aparece mais tarde pouco antes do show do Super Bowl, e é impossível não ficar emocionado junto, principalmente quando sabemos que essa amiga morreu. Uma parte que considerei chata foi mostrar a gravação do videoclipe da música Perfect Illusion, pois particularmente não gosto e achei uma péssima escolha de lead single. A aparição da cantora no Wall-Mart pouco acrescenta também, mas ao menos é divertido ver Gaga tirando seus CDs de trás das prateleiras e colocar na frente, toda atrapalhada. Outro momento divertido é logo no começo do documentário, quando vemos sua reação ao bater seu carro na traseira do carro de Mark, e deixar um amassado lá.


Quando fala de seus antigos amores, percebemos que ela já superou tantas vezes a mesma coisa que já não sofre como antes quando termina um relacionamento. Principalmente sobre Taylor Kinney, seu ex-noivo, exibindo um respeito mútuo por ele. Mas de alguma forma ela ainda se sente ressentida de estar sozinha, a solidão parece ser uma coisa que acompanha muito ela e a afeta bastante de certa forma. Já durante as gravações de American Horror Story: Roanoke, descobrimos o traço perfeccionista da artista. Ela fica irritada com um membro da produção, que esqueceu de lhe dar informações sobre a cena, mas mantém a atitude ponderada. Durante o Super Bowl notamos mais sua atitude controladora, mostrando ser bem exigente com quem trabalha e muito presente em cada mínimo detalhe. 

"Se eu tocar a nota errada no teclado, na frente de milhões de pessoas, a culpa é minha. Não importa se outro errou. É o meu nome"

O ponto em que GaGa aparece mais vulnerável é quando está deitada sentindo dores pelo corpo, ou quando está em consultas. A doença que fez a cantora cancelar seu show no Rock in Rio e adiar a turnê pela Europa para 2018 se chama Fibromialgia, e lhe causa muitas dores em vários locais do corpo, causando-lhe aflição e sofrimento. Ela até mesmo reflete como pessoas sem condições financeiras conseguirão pagar um tratamento caro como esse (lembrando que no USA os tratamentos de saúde não são gratuitos). A parte final do documentário é focada no cotidiano pré-Super Bowl, mostrando ensaios de dança, Gaga sendo perfeccionista como comentei antes, se divertindo muito realizando um sonho, e como ela mesmo diz, fazendo uma grande celebração da própria carreira. É um documentário que pode ter sido muito simulado? Sim, mas ainda achei várias colocações da Gaga sobre diversos assuntos extremamente relevantes. Vale a pena assistir por isso!


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