quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Animação "Castlevania" da Netflix, 1ª temporada

Não sei a razão de ter demorado tanto para ver essa animação, já que sou um grande fan dos video-games de Castlevania. Mas finalmente terminei de ver os quatro episódios dessa adaptação maravilhosa, e fiquei com gostinho de quero mais, urgentemente! Lançado na plataforma Netflix, que foi produzida por um monte de estúdios incríveis (inclusive a Frederator, responsável por Hora de Aventura). A animação vai adaptar o terceiro game da franquia, que é Castlevania: Dracula's Curse, um dos jogos mais populares e conhecidos da série.


A série começa em Wallachia, 1455, antes mesmo dos eventos do terceiro jogo. Ficamos conhecendo Lisa, uma jovem mulher que vai até o castelo de Vlad Drácula Tepes em busca de conhecimentos curandeiros para uma população com poucos recursos medicinais. Impressionado com a singularidade da moça, Vlad concorda em deixá-la estudar em seu laboratório e vasta biblioteca. Vale lembrar aqui que Drácula já é uma vampiro, já tem todos os seus poderes, mas ele aparenta ser só uma lenda... um homem muito misterioso e recluso, supostamente com poderes ocultos, que comete algumas maldades de vez em quando (coisas simples, como espetar uma vítima em uma estaca e deixar o corpo apodrecendo), mas ainda sem ter intenção de destruir toda a humanidade.

É bom também você lembrar das suas aulas de História, pois apesar de Castlevania ter um pano de fundo ficcional, cheio de momentos sobrenaturais, a série também possui um contexto histórico real. E essa parte é baseada fortemente na Idade Média, época da História onde a Igreja Católica dominava tudo, controlava a mente das pessoas por meio de seus dogmas, e cometia vários atos extremamente cruéis com qualquer pessoa que eles considerassem hereges. Vi muitos reclamando que a animação não se preocupa em explicar sobre a Igreja Católica, mas não julguei necessário, já que a animação é direcionada para o público adulto, e espero sinceramente que todos já conheçam esse contexto histórico importantíssimo.


A animação é cheia de sangue, tripas e cabeças decapitadas rolando! Alguns espetadores mais sensíveis podem se sentir incomodados com algumas cenas mais gráficas, como quando é mostrado rapidamente uma criança decepada, definitivamente ninguém é poupado! Além de que existem criaturas demoníacas com visuais bem perturbadores, então definitivamente não é desenho para você exibir para seu sobrinho, por exemplo. Mesmo a violência sendo muito explícita, em nenhum momento é gratuita. Inclusive esse primeiro arco da história a vilania não focará tanto no Drácula, e sim mais na Igreja Católica como inimigos, tentando controlar a população a qualquer custo sem medir as consequências.

Mas o principal personagem que vamos ver é Trevor Belmont, o herói da história que caça vampiros com um chicote poderoso, a vampire killer. O único problema com a série animada é que enrolaram um pouco demais para Trever perceber que deve ser o herói de verdade. O ritmo do segundo e terceiro episódios são lentos, e ao meu ver podiam ter sido um episódio único. Também conhecemos um grupo de pessoas chamados Speakers, que são inéditos na trama, não existindo nos games. Esse grupo terá importância em convencer Trevor a voltar a ser um caça-vampiros, além de que será de suma importância para conhecermos Sypha, uma moça poderosa com capacidade de controlar elementos, e que irá acompanhá-lo em sua luta contra Drácula. Os dois juntos irão esbarrar em um terceiro personagem, que quem conhece os games já deve saber quem é, e se trata nada menos que Alucard! Não vou explicar muito, mas a cena do encontro dos três é épica!

Sypha, Trevor e Alucard
Posso concluir dizendo que essa animação tem tudo para ser uma das melhores adaptações de games já feitas! O primeiro episódio simplesmente apresentou de forma espetacular uma parte da história do Drácula. O segundo e terceiro episódios foram mais devagar, porém possuem sua importância. Já o quarto episódio volta ao ritmo de ação, com mais coisas acontecendo, e encerrando a primeira temporada com um gostinho de quero mais! A parte técnica também não deixa a desejar, e particularmente gostei do visual adotado nos personagens, que é mais elegante, combinando com os trabalhos criados pela Ayami Kojima para a franquia de jogos. A série volta em 2018, e com certeza vou continuar assistindo, pois está muito bom!

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